quarta-feira, 23 de julho de 2014

MEC autoriza 6 cursos de medicina em instituições privadas espalhadas pelo País

Governo busca a expansão das vagas em medicina para alcançar meta do Programa Mais Médicos do Governo Federal

Agência Brasil
O Ministério da Educação autorizou o funcionamento de seis cursos de medicina em instituições particulares. Com isso, serão ofertadas mais 498 vagas no país. A portaria que autoriza os cursos foi publicada nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União.
As vagas serão distribuídas da seguinte maneira: 42 na Faculdade Meridional, em Passo Fundo (RS), 76 no Centro Universitário Uniseb, em Ribeirão Preto (SP); 100 no Centro Universitário de João Pessoa (PB), 100 na Faculdade das Américas, em São Paulo; 80 no Centro Universitário Franciscano, em Santa Maria (RS) e 100 na Faculdade Integrada Tiradentes, em Maceió.
Mais Médicos
O governo busca a expansão das vagas nos cursos de medicina para alcançar a meta do Programa Mais Médicos que prevê abrir 11.447 vagas em cursos de medicina até 2017 — 3.615 em universidades federais e 7.832 em instituições particulares.
No começo do ano, o ministério autorizou 1,3 mil vagas em instituições públicas e privadas; em maio, foram 420 vagas em universidades federais. No mês passado, foram autorizadas 120 vagasem dois cursos de medicina em instituições privadas.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alunos da lista de espera do Sisu começam a ser convocados

Os estudantes que estão na lista de espera no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam a ser convocados a partir desta segunda-feira pelas instituições de ensino. Nesta etapa, cada instituição participante define os procedimentos para a ocupação das vagas não preenchidas nas chamadas regulares.

É de responsabilidade do estudante acompanhar as convocações e observar prazos, procedimentos e documentos exigidos para a matrícula. Cada instituição publica edital próprio que estabelece essas regas e informa sobre horários e locais de atendimento.

A segunda edição do Sisu de 2014 teve 1.214.259 candidatos inscritos, com crescimento de 54% em relação à mesma edição do ano passado, quando 788.819 estudantes se inscreveram.

O curso mais procurado foi medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 26,2 mil inscritos e concorrência de 163,8 candidatos por vaga. Em seguida está direito, também na UFMG, com 20,3 mil inscritos e 101,79 candidatos por vaga. Em terceiro lugar, vem o curso de análise e desenvolvimento de sistemas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, que recebeu 18 mil inscrições, 50,22 candidatos por vaga.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação pelo qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seleção tem duas edições por ano. Puderam participar aqueles que fizeram o Enem de 2013 e não tiraram zero na redação. Nesta edição do meio do ano, o sistema oferece 51.412 vagas. O crescimento da oferta foi inferior ao crescimento da demanda por vagas, 29% em relação ao ano passado.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nova grade curricular para cursos de medicina entra em vigor


As novas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina entram em vigor a partir desta segunda, com a publicação da Resolução 3/2014 no Diário Oficial da União. As escolas de medicina terão até dezembro de 2018 para implementar as mudanças. No entanto, nas turmas abertas a partir desta segunda, o novo currículo terá um ano para ser implementado.

Entre as principais mudanças está o estágio obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS), na atenção básica e no serviço de urgência e emergência. Pela resolução, o internato deve ter a duração mínima de dois anos, com 30% da carga horária cumprida no SUS.

Além disso, os estudantes serão avaliados pelo governo a cada dois anos. A avaliação será obrigatória e o resultado será contado como parte do processo de classificação para os exames dos programas de residência médica. A prova será elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), responsável por avaliações como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Inep tem dois anos para começar a aplicar a avaliação.

As diretrizes curriculares para cursos de medicina vigentes até agora eram de 2001. A reformulação estava prevista desde o lançamento do Programa Mais Médicos. Com essa resolução, o curso de graduação de medicina continuará com seis anos de duração.

A expectativa é que 11.447 vagas em cursos de medicina sejam abertas até 2017 — 3.615 em universidades federais e 7.832 em instituições particulares. Na residência, deverão ser ofertadas 12.372 novas vagas no mesmo período.



Agência Brasil

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Bolsista do Prouni de Medicina

Exercício da profissão de profissionais Formados no Mercosul SEM REVALIDA;

PORTARIA Nº 734, DE 2 DE MAIO DE 2014
Aprova a Resolução nº 07/2012, do Grupo de Mercado Comum (GMC) do MERCOSUL, que aprova lista de profissões de saúde que são reconhecidas por todos os Estados Partes no Mercosul.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da atribuição que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
Considerando o Tratado de Assunção, de 26 de março de 1991, ratificado pelo Congresso por meio do Decreto Legislativo nº 197, de 25 de setembro de 1991, que versa sobre a constituição de um mercado comum entre a República da Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai;

Considerando o Protocolo de Outro Preto, de 17 de dezembro de 1994, ratificado pelo Congresso por meio do Decreto Legislativo nº 188, de 16 de dezembro de 1995, que versa sobre a estrutura institucional
do Mercosul;

Considerando que a Resolução GMC n° 27/04 aprovou a Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do Mercosul;
Considerando que a Resolução GMC nº 66/06 definiu as profissões que inicialmente foram incluídas na "Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do Mercosul" e que estas devem ser revistas e ampliadas;
Considerando que a denominação dos profissionais da saúde não é a mesma em todos os Estados Partes e a necessidade de identificar as profissões comuns para orientar o trabalho de harmonização delas;
Considerando que a nomenclatura de referência facilitará a comunicação entre os sistemas de informação; e
Considerando que a identificação das profissões comuns no âmbito da saúde também configura uma orientação relativa às prioridades do setor para possibilitar o trabalho de homologação e reconhecimento de títulos que vem sendo desenvolvida, pelo Mercosul educativo, resolve:

Art. 1º Fica aprovada a Resolução nº 07/12, do Grupo Mercado Comum (GMC) do MERCOSUL, que versa sobre a aprovação da lista de profissões de saúde que são reconhecidas por todos os Estados Partes no Mercosul, sem prejuízo de que outras profissões possam ser reconhecidas de forma independente por cada Estado Parte, aprovada na LXXXVIII Reunião Ordinária do Grupo Mercado Comum (GMC), no dia 14 de junho de 2011, em Buenos Aires, Argentina.
Art. 2º O Ministério da Saúde colocará em vigência as disposições legislativas, regulamentares e administrativas necessárias para dar cumprimento à presente Resolução por meio da Coordenação-Geral de Regulação e Negociação do Trabalho em Saúde do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde
( C G N E T / D E G E RT S / S G T E S / M S ) .
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ARTHUR CHIORO
ANEXO
MERCOSUL/GMC/RES. Nº 07/12
PROFISSÕES DE SAÚDE DO MERCOSUL
(REVOGAÇÃO DA RES. GMC Nº 66/06)
TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Resoluções N° 27/04 e 66/06 do Grupo Mercado Comum.
CONSIDERANDO:
Que, nos termos do Tratado de Assunção e do Protocolo de Montevidéu, o MERCOSUL tem como finalidade, entre outras, permitir a livre circulação de profissionais.
Que a Resolução GMC Nº 27/04 aprovou a Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do MERCOSUL.
Que pela Resolução GMC Nº 66/06 definiram-se as profissões que inicialmente foram incluídas na Matriz, as quais deverão ser revistas e amplas.
Que, além desses acordos iniciais, é necessário contar com normas básicas harmonizadas para o exercício dos profissionais de saúde.
Que a denominação dos profissionais da saúde não é a mesma em todos os Estados Partes, e corresponde identificar as profissões comuns para orientar o trabalho de harmonização delas.
Que no mesmo sentido é necessário contar com uma nomenclatura de referência para facilitar a tarefa dos sistemas de informação.
Que, além disso, a identificação das profissões comuns no âmbito da saúde também configura uma orientação relativa às prioridades do setor saúde para o trabalho de homologação e reconhecimento de títulos que vem sendo desenvolvido pelo MERCOSUL educativo.

O GRUPO MERCADO COMUM, RESOLVE:
Art. 1º Aprovar a lista de Profissões de Saúde que são reconhecidas por todos os Estados Partes no MERCOSUL que, fazem parte da presente Resolução como anexo, sem prejuízo de que outras profissões
possam ser reconhecidas em forma independente por cada Estado Parte.
Art. 2º Aprovar a Denominação de Referência através da qual as profissões incluídas no anexo serão identificadas na Matriz Mínima de Registro de Profissionais de Saúde do MERCOSUL, com vistas a facilitar o intercâmbio entre os sistemas de informação.
Art.3º Os Estados Partes deverão apresentar em um prazo de 8 (oito) meses as modalidades existentes para a formação e reconhecimento das profissões contempladas nesta Resolução, em conjunto com a
Comissão Regional Coordenadora de Educação Superior do MERCOSUL.
Art. 4º Os organismos nacionais competentes para a implementação da presente Resolução são:
Argentina: Ministerio de Salud de la Nación.
Brasil: Ministério da Saúde.
Paraguai: Ministerio de Salud Pública y Bienestar Social.
Uruguai: Ministerio de Salud Pública.
Art. 5º Revogar a Resolução GMC N° 66/06.
Art. 6º Esta Resolução deverá ser incorporada ao ordenamento jurídico dos Estados Partes antes de 31/XII/2012.
LXXXVIII GMC - Buenos Aires, 14/VI/12.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

De lixeiro a médico: brasiliense vence pobreza e se forma em medicina.

Cícero Batista Pereira venceu a fome para se formar em medicina. Parte da conquista se deve aos livros emprestados de paradas de ônibus
De lixeiro a médico: brasiliense vence pobreza e se forma em medicina
Das latas de lixo, o brasiliense Cícero Batista Pereira, 33 anos, recolhia as verduras e os livros. Com o que os outros descartavam, ele se alimentava e também cursou o ensino fundamental e desenvolveu o interesse pela ciência. Na adolescência, fez curso técnico em enfermagem e teve a certeza de que a área de saúde era o caminho dele. Para chegar até o diploma de medicina, recebido ontem, Cícero cruzou a W3 Norte incontáveis vezes. A cada parada de ônibus, vasculhou as prateleiras do projeto Biblioteca Popular, do Açougue Cultural, em busca de títulos que o ajudassem na preparação para o vestibular. O hábito se manteve na graduação.
O ex-catador, nove irmãos e a mãe moravam na Nova QNL, o Chaparral, entre Taguatinga e Ceilândia. Eles percorriam os contêineres de supermercados e verdurarias da cidade para abastecer a casa. No horário contrário ao das aulas, Cícero também vigiava carros em busca de trocados para colaborar com o sustento. “Se a gente não comia, não tinha como estudar”, lembra.
Um dia, Cícero encontrou uma câmera fotográfica Polaroid em meio a sacolas e restos de refeições. Curioso com o equipamento, levou-o para casa e, então, descobriu que gostava daquilo. “Naquela noite, peguei a lente e fiquei observando piolhos. Então, lembrei que tinha visto na escola que o piolho é um artrópode, assim como as aranhas. Isso estimulou a minha vontade de saber mais sobre ciência”, conta.
A partir das lições sobre animais, o rapaz se interessou pelos conhecimentos relacionados à saúde humana, em razão, inclusive, do histórico familiar. Como o pai morreu quando ele tinha 3 anos e a mãe era dependente alcoólica, coube a Cícero cuidar dos irmãos. “Eu era o curandeiro lá de casa. Pegávamos comida no lixo, e, por isso, tínhamos muita disenteria e doenças de pele. Aí, eu usava receitas caseiras e plantas para fazer remédio para os meus irmãos”, explica. A higienização dos alimentos era feita com limão. “A gente colocava tudo de molho, lavava bem, mas não resolvia totalmente o problema”, conta.

Mérito

A matrícula no Centro de Ensino Fundamental 16, em Taguatinga, ficou a cargo de uma irmã mais velha, que o incentivou a estudar. Cícero foi o único da família a concluir o ensino médio e a faculdade. Na escola, ele recebeu ajuda de professores e colegas, que doavam cestas básicas e vale-transporte. “Costumava ir a pé do Chaparral até o P Norte, o que dava uns 40 minutos. Chegava sujo e suado, então, passaram a me dar uns bilhetes de ônibus”, revela.

O apoio se estendeu durante o curso técnico em enfermagem, concluído com bastante dificuldade. “Estudava em período integral, não tinha tempo para coletar comida. Teve uma vez que cheguei a desmaiar de fome em sala. Foi, aí, que o pessoal da escola técnica percebeu que a minha família passava necessidade”, lamenta.

Ao fim do preparatório, Cícero prestou concurso para auxiliar de enfermagem da Secretaria de Saúde do DF, no qual passou em segundo lugar graças à Biblioteca Popular. “Há uns oito anos, estava na W3 Norte com a minha mãe e vi uns livros deixados em prateleiras. Perguntei se podia levar para casa e disseram que sim. Aquilo foi uma festa. Peguei vários para estudar”, celebra.

Nessa época, ele sonhava com o jaleco branco de médico. “Decidi que prestaria o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para medicina. Eu saía de Taguatinga, onde trabalhava, e garimpava a pé, parada por parada, os livros de ensino médio. Fazia isso, geralmente, à noite”, detalha. A aprovação como aluno bolsista veio um ano e meio depois. “Eu devo tudo a esses livros. Eles mudaram a minha vida, e acredito que mudem de muitas outras pessoas. É a prova de que é possível conquistar os sonhos por mérito”, declara.

Cícero se formou na Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac). Hoje, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e planos de se especializar em psiquiatria, Cícero ainda se surpreende com a trajetória dele. “O doutor Cícero ainda soa diferente, não caiu a ficha. Sinto muito orgulho de ter chegado até aqui e entendo que tenho a obrigação de ser um bom médico, em consideração a todos os que acreditaram em mim”, afirma, com um sorriso de agradecimento.

UFMA é a terceira instituição mais procurada por inscritos no Sisu.

Maior procura foi para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em segundo na lista aparece a Universidade Federal do Piauí (UFPI).


Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi a terceira instituição de nível superior mais procurada por inscritos no Sistema de Seleção Unificada (SiSU), com 142.018 inscritos, conforme dados divulgados pelo Ministério da Educação e divulgados neste domingo (8) pelo jornal O Estado do Maranhão. A universidade maranhense ficou atrás apenas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 177.307 inscritos, e Universidade Federal do Piauí (UFPI), com 142.832.

A lista com os selecionados na primeira chamada foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) na última sexta-feira. As matrículas começam nesta segunda-feira (9) e vão até sexta-feira (13). Ao todo, 1.214.259 candidatos se inscreveram nesse processo seletivo, o que equivale a um crescimento de 54% em relação à edição do ano passado, segundo o MEC.

Entre os inscritos, 58% são mulheres e 59% têm idade entre 18 e 24 anos. O estado com maior número de inscritos no sistema foi Minas Gerais (438.469) – que também tem o maior número de instituições participantes –, seguido pelo Rio de Janeiro (382.486), Bahia (193.040) e Paraíba (169.528).

Mais concorridos
O curso que teve maior procura foi Medicina, com 180.479 inscrições, o que representa 131 candidatos por vaga. O segundo foi Direito, com 119.639 inscrições e uma média de 87 candidatos por vaga. A lista dos classificados em segunda chamada será divulgada no dia 24 deste mês, com matrículas disponíveis entre 27 de junho e 2 de julho. Nesta edição, válida para o segundo semestre, serão oferecidas 51.412 vagas em 67 instituições de ensino superior.

O SiSU é um processo que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes em cursos de graduação de universidades federais e institutos tecnológicos. Para ter participado, era preciso ter feito o Enem em 2013 e obtido nota acima de zero na redação.